Resenha: O verão que mudou minha vida – Jenny Ham

Nome original: The Summer I Turned Pretty
Ano: 2011
Escritora: Jenny Ham
Editora: Galera Record
Páginas 288
Saga a que pertence: Verão

Para Belly, o verão é a coisa mais legal do ano inteiro (louca, claro). Ela mede a sua vida por verões, porque para ela é realmente a estação em que tudo acontece. Logo no início da estação mais quente do ano, ela, sua mãe e seu irmão mais velho viajam até a casa de praia da melhor amiga de sua mãe, Suzannah. Além de adorar Suzannah, a casa e o clima, há mais duas coisas, ou melhor, duas pessoas que Belly espera o ano todo para ver: Jeremiah e Conrad. Belly é apaixonada por Conrad desde sempre.
Os dois garotos são filhos de Suzannah e tem personalidades muito distintas: Enquanto Jeremiah é espontâneo, simpático e sempre quer fazer alguma coisa, Conrad é fechado e troca a companhia de todos por seu violão. E neste verão parece que todas as coisas se intensificaram, principalmente por causa da sensação de todos de que aquele será o último verão que passarão juntos, seja porque alguns estarão ocupados com a faculdade, com o plano de férias do colégio, ou pela ameaça de que alguém parta para sempre. Tudo o que Belly quer é tentar fazer com que o provável último verão unido da vida de todos dure para sempre.
Bom, eu não vou negar que esperava mais, porém o que eu li me agradou o suficiente.
Alguns pontos do livro me deixaram realmente brava. Um deles é o fato da protagonista odiar ser tratada como criança mas todo momento agir como uma. Eu tive raiva dela em todos os momentos do livro. Essa conclusão veio porque eu tenho e socializo com pessoas que tem quase a mesma idade que ela e vejo que os comportamentos são muito diferentes. Eu me senti realmente desconfortável com a narração.
Outro ponto que me deixou desconfortável foi o Conrad. Eu não gostei dele em momento nenhum do livro. Acho que a autora quis criar uma imagem misteriosa dele para que nos apaixonássemos e ficássemos ávidos por saber o que estava acontecendo, mas tudo o que quis fazer foi jogar uma onda de palavrões pelo seu comportamento.
Mas fora isso a história é bem cativante e sensível. Ela retrata um assunto bem triste com naturalidade e felicidade, e às vezes nós até rimos com os flashbacks do passado de Belly que alguns capítulos nos trazem.
É uma leitura curtinha e gostosa, com uma narração do cenário que pede para que seja lido enquanto você está no sol, ou em um dia mormacento.
Esta foi a resenha de hoje. Um beijo!
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Resenha: Como eu era antes de você – Jojo Moyes

Nome original: Me before You
Ano: 2013
Escritora: Jojo Moyes
Editora: Intríseca
Páginas 320
Saga a que pertence: Volume único

Como eu era antes de Você é quase um tapa na cara de todos que acreditam que o amor, o dinheiro e o sucesso podem superar tudo.
 
Louisa Clark é uma garota que desde pequena mora na mesma cidade e trabalha confortavelmente em um café para sustentar a família (mãe, pai, irmã mãe solteira, sobrinho e avô). Ela já havia desistido de sonhar sobre sair de lá, e muito menos em fazer uma faculdade. Porém, tudo começa a mudar quando seu patrão decide fechar a cafeteria e com isso Lou vai para a rua, restando-lhe apenas a opção de procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, um anúncio chama sua atenção: Cuidadora de tetraplégico. O salário era ótimo e não exigia muito. Ela vai até a entrevista e é aceita. Will Traynor, de 35 anos – há 2 em uma cadeira de rodas – era ativo, esportivo, atraente, bem-sucedido, vivo e todos os sinônimos que você puder imaginar, até que um acidente faz com que ele perca o movimento de suas pernas e braços. Esse acontecimento entra em conflito com o passado de Will, tornando-o uma pessoa amargurada, mal-humorada e sem nenhuma vontade de continuar vivendo. Will acha que nada mais em sua vida fará diferença, até a chegada de Lou. Mas o que nenhum deles poderia imaginar é que um causaria tanta diferença no outro. Will ensina Lou a sonhar e a desejar coisas, e Lou ensina Will a ver a vida de forma colorida e viva novamente. Será que um seria capaz de mudar realmente o futuro e destino do outro?
Antes de eu começar a debulhar sentimentos, vou tratar sobre o jeito em que o texto é escrito.
Ele é narrado em primeira pessoa, e o mais interessante é que em alguns capítulos o narrador muda e se torna alguma outra pessoa que convive com Will, seja sua mãe, seu cuidador, etc. Isso foi muito bom, pois enxergamos o ponto de vista de outras pessoas que continuam ambientadas com o quadro de Will, saindo um pouco da névoa que os pensamentos de Lou às vezes nos causavam.
De nada eu seria se não dissesse que este livro é digno de Oscar. Ele é profundo, sensível, arrebatador, filosófico, informativo, apaixonante e completamente compreensível. Acho que, embora contrariada pelo meu romantismo, não posso negar que o fim foi perfeito e também o momento mais belo de todos. A escritora tem o dom de tratar de tudo com um realismo impressionante, porém com aquele ar de amor e compaixão. Suas piadas são ótimas e tive que rir enquanto chorava em algumas partes do livro.
Os dois personagens são muito bem retratados e chegaram bem próximos da realidade, tornando muito mais fácil a compreensão dos sentimentos de cada um deles. Foi uma das melhores sensações do mundo ver Will rir, sorrir e viver como uma pessoa normal – coisa que ele é, na verdade -.
Eu aplaudo de pé a forma como Jojo Moyes falou sobre o tetraplegismo: sem aquela visão de “ah, ele só não pode andar e mexer os braços, continua super bem”. Que mentira. Os espasmos, os remédios, a pneumonia, as dores, o cateter. Ou seja, tudo formou um conjunto tão completo de cultura com sentimento que eu acho que não poderia ter aprendido mais sobre o assunto se não por meio deste livro.
Eu não sei se tenho coração para ler as outras obras dessa incrível escritora, mas quando os cacos dele estiverem totalmente colados, acho que serei capaz de entrar em mais uma dessas aventuras.
Dica de amiga: reúna uns 5 livros de romance água com açúcar para ler depois que terminar este livro. Acredite, você vai precisar. 
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