Resenha: Rangers – Ordem dos Arqueiros: As Ruínas de Gorlam – John Flanagan

Nome original: Ranger’s Aprentice, the Ruins of Gorlam
Ano: 2009
Escritora: John Flanagan
Editora: Fundamento
Páginas: 239
Saga a que pertence: Rangers, Ordem dos arqueiros

 

Podem rir, mas se eu estivesse na Idade Média, eu adoraria ser uma arqueira!
Sempre fui apaixonadíssima por arcos e flechas, e me lembro muito bem quando eu era pequena e meu irmão comprou um arco e algumas flechas que grudavam no vidro e me deu de presente. Foi um sonho realizado! Eu acho um ”esporte” tão incrível, cheio de técnicas e sem combate corpo a corpo, que me faz ter muita vontade de saber tudo sobre eles. Vale dizer também que eu sempre procuro livros com arqueiros para saborear cada vez mais esta minha paixão.
Foi aí que eu achei Rangers, a Ordem dos Arqueiros. Este livro é fantástico! Ele se passa alguns séculos depois de Cristo, e eu simplesmente fico fascinada com a quantidade de informações que John Flanagan conseguiu introduzir. Ele é uma mistura de Harry Potter com Deltora Quest, dois dos meus livros favoritos e é claro que eu me apaixonei por ele quase na hora! O livro tem 11 volumes, com cerca de 370 páginas cada, e em cada um deles vemos uma aventura diferente e o amadurecimento de Will.
O livro conta a história de uma terra chamada Araluen, em paz durante 15 anos, após a derrota do exército de Morgarath, um tirano que recrutou alguns monstros para batalharem por ele. A batalha seria fácil para o vilão, mas ele não contou com a maior arma de Araluen: Os Arqueiros. No total 50 arqueiros completamente treinados expulsaram os Wargals e Morgarath fugiu, alojando-se novamente em sua terra, chamada de ”Terra da Chuva e da Noite”, onde ele viveu por 15 anos em reclusão. Durante esta guerra, o pai de Will morre e o menino recém-nascido é enviado até o castelo do Barão Arald, pois sua mãe havia morrido também e ele se tornou órfão. Sem sobrenome e com baixa estatura para sua idade, Will espera ansiosamente para o dia em que um dos chefes de ofícios de Araluen o recrute para uma de suas escolas preparatórias. Will, querendo honrar o pai, decide que quer ir à Escola de Guerra, porém pelo físico inadequado, é recusado. Então, um homem surge das sombras e entrega um pergaminho misterioso para o barão, enquanto Will espera ansiosamente. Mais tarde naquela noite, Will tenta pegar o pergaminho, sabendo que o mesmo trata-se dele. Ele escala torres e torrinhas impecavelmente, sem ser visto por nenhum guarda, até entrar no gabinete do barão. E, quando toca o pergaminho, uma mão pega seu pulso no ar, e ele vê assombrado que é o mesmo homem encapuzado que emergiu das sombras. Este homem é um arqueiro, e ele deseja que Will seja seu aprendiz.
Como eu já disse, esse livro tem um toque de Harry Potter e Deltora Quest, porém sem magia. Tudo é voltado para as habilidades, para as ilusões que o cérebro humano pode causar, e eu acho isso magnífico. O único problema do livro é que John Flanagan não soube desenvolver a história dos personagens corretamente, os seus relacionamentos, sentimentos, o seu elo. E o romance no final foi outra coisa que foi completamente desprovida de sentido, que me fez franzir a testa e perguntar: Isso está mesmo certo?
Fora isso, o livro é tocante, principalmente depois do segundo. Você percebe que o elo entre Halt e Will vai ficando cada vez mais forte, que eles não conseguem mais viver separados, e que um faria de tudo para que o outro ficasse bem. Não vou dar spoilers, de jeito nenhum, mas recomendo que leiam, pelo menos, até o livro três, até decidirem se desistem ou não da série.
Ouvi alguns boatos de que estão fazendo um filme baseado no livro, e eu estou muito ansiosa por isso, o que vocês acham, verdade ou mentira?
Por último, dou minha dica de que se você também quer ser um arqueiro como eu, leia esse livro, é um manual perfeito para aperfeiçoar suas técnicas!
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Espaço do Escritor: John Green

Hoje, no espaço do escritor, eu vou falar sobre John Green, autor do momento e que escreveu best sellers como A Culpa é das Estrelas, Teorema Katherine e Quem é você, Alasca?. Quer saber mais? Então continue lendo!!!

John Michael Green nasceu em 1977 (24 de agosto), em Indianapolis, Estados Unidos. Ele passou sua infância em Orlando, na Flórida, e desde pequeno ele sofreu muito bullying por ser nerd e por querer ser popular, e isso acarretou à sua primeira mudança de colégio. No nono ano, ele se envolveu com uma turma da pesada, e seus pais o colocaram em um internato no Alabama, sendo isso por vontade própria de Green, e que foi palco para seu primeiro livro. Se formou em Kenyon College, em Inglês e Estudos Religiosos, por ter mais créditos para esta matéria.

A inspiração para ‘A Culpa é das Estrelas’ vem dos cerca de 5 meses que John Green trabalhou em um hospital, vendo pessoas morrerem de doenças terminais, e que serviu de ‘pesquisa de campo’ para depois ele falar sobre o assunto em seu livro.

Quando se mudou para Chicago e trabalhou em um jornal como crítico literário, ele também se dedicou escrevendo Quem é Você, Alasca?, que demorou cerca de 4 anos para ser escrito. No seu emprego, ele escrevia muitas críticas sobre vários livros, além de escrever também sobre o Islamismo e Gêmeos Siameses. Durante 2 anos ele morou em Nova York enquanto sua esposa Sarah ia para a faculdade.

Em 2007, Green e seu irmão decidiram parar de usar métodos de escrita para se comunicarem, então criaram um canal no Youtube chamado Brotherhood 2.0, onde eles postavam diariamente sobre assuntos nerd’s. Algum tempo se passou, e foi definido um público alvo: Os nerd’s. Sendo assim, Green e seu irmão decidiram criar a expressão Nerdfighters para intitular seus fãs. Eles ganharam bastante espaço e outro público ao falar da J. K. Rowling e Harry Potter e, em 2008, eles voltaram a escrever e postam agora apenas 3 vezes por semana. Duas vezes um irmão e uma vez o outro, assim alternadamente durante as semanas, porém seu sucesso só aumenta.

  • Green começou com seu desejo de ser escritor ao trabalhar no hospital do qual passou 5 meses como ajudante de capelão.
  • Sua esposa (Sarah) é conhecida como ‘Pé Grande’ por nunca aparecer nas câmeras pelo seu excesso de fofura
  • John tem 2 filhos: Henry e Alice Green
  • No mesmo dia em que Sarah entrou para a faculdade, John Green deu a ela um livro em que havia uma dedicatória do autor perguntando se ela aceitaria se casar com John. E ela aceitou.
  • John Green teve cerca de 20 namoradas, e todas chutaram ele. Até Sarah o chutou, mas depois voltou com ele. Será que é daí que vem o Teorema Katherine?

  • Looking for Alaska (2005), primeiro livro traduzido para o português: “Quem é Você, Alasca?”.
  • Paper Towns (2008) – Cidades de Papel
  • Let It Snow: Three Holiday Romances (2008) – com Maureen Johnson e Lauren Myracle 
  • Will Grayson, Will Grayson – com David Levithan (2010), “Will e Will, Um nome, Um Destino”
  • A Culpa É das Estrelas (2012), “The Fault in Our Stars”.
  • An Abundance of Katherines (2006) – O Teorema Katherine.
E aí, curtiram? Comentem!

O que eu mudaria no meu país?

Se eu fosse mudar algo de primeira estância no meu país, seria a educação. Primeiro porque, estamos estudando com métodos do século XIX, professores do século XX sendo que somos alunos do século XXI. Há um conflito geracional muito amplo, de mais de 3 séculos. Isso é inadmissível. Aposto que ninguém mais aguenta ficar durante 12 anos usando o mesmo método de ensino aplicado geração após geração: Chegar no colégio, sentar em uma carteira, puxar um caderno, anotar o que o professor passa no quadro negro, ouvir a explicação, assistir outra aula, ter alguns minutos de intervalo e assim sucessivamente. No colégio, o método de ensino não aguça a nossa curiosidade, nem nossa imaginação. É apenas o que é e ponto. Se você estudar, vai tirar uma boa nota, se não estudar, vai tirar uma nota ruim. Porém, há uma grande diferença entre Entender e Decorar nessas horas de estudo. Um assunto entediante você decora, já um assunto que você ache curioso, você entende. É fácil saber que quem vai ir bem na prova será a pessoa que teve curiosidade sobre o assunto, porque isso vai ficar por muito tempo na cabeça dela, e ela vai ficar refletindo sobre.
O ciclo do ensino anda sendo assim: Os professores saem da faculdade com muito entusiasmo para ensinar, para transmitir suas ideias, e quando chegam em colégios e não são bem aceitos pelos alunos, eles se tornam menos motivados, o que reduz a imaginação e a vontade de ensinar. Diminuindo essa motivação, os professores irão querer ficar em casa, jogando videogame, e os alunos mais uma vez vão perder conhecimento. Depois disso, eles serão enviados para uma escola ”sem salvação”, onde os alunos são mini-delinquentes e que só vão ao colégio para fazer baderna e tricotar sobre a vida. Sendo assim, os professores se tornam cada vez piores, fazendo alunos ficarem com pouca vontade de aprender e criando uma sociedade completamente leiga, que vai votar, enfim, para políticos corruptos que oferecem todo o tipo de auxílio e perder mais pontos para o nosso país.
Agora, é possível realmente ter curiosidade no colégio? Sim, claro que é, porém não assim. Se eu pudesse mudar algo no país, mudaria o modelo de educação. Chega de fileiras e carteiras, que tal todos sentarem no chão? E que tal, ao invés de livros de 400 páginas de conteúdo complexo, a professora de História fazer uma aula prática de como eram os feudos, as Cruzadas, e tudo mais? Não precisa investir em muita coisa, só precisamos da boa vontade dos alunos e dos professores. O que acha de uma aula em que você é Pedro Alvares Cabral e descobre o Brasil? Enquanto você ”conhece os índios”, a professora explica a matéria em volta da classe, como se tudo aquilo fosse de verdade? Além de durante uma prova ser muito mais fácil lembrar do que a professora estava dizendo enquanto você estava totalmente acordado praticando alguma coisa que você gostou, você ainda tem o fator da diversão e da curiosidade que você teve durante a aula, o que fará o seu cérebro receber um estímulo a mais para aprender sobre o assunto.
E que tal, então, se a cada ano os alunos prestassem um teste vocacional e dissessem do que tem mais interesse, para assim serem enviados a diferentes disciplinas de acordo com as suas vontades, e não com as vontades do próprio governo da educação, que impõe tantas normas de conduta quando um sistema carcerário? 
Se decidíssemos realmente nos preocupar com a nossa educação, com o nosso futuro, entenderíamos que teríamos a capacidade para mudar o mundo, se quiséssemos. Como eu disse no post sobre Dons, confiança e Responsabilidade, você pode ter muitos dons, porém só vai poder usufruir deles se você tiver persistência e boa vontade. Use como exemplo Leonardo da Vinci, um filho bastardo que não podia cursar uma faculdade, porém aprendeu tudo sem a cultura greco-romana de fora de sua casa e se tornou um dos maiores pintores do mundo com a sua forma diferente de tratar o mundo. Desapegue-se, saia da sua zona de conforto. Inove, crie oportunidades para uma sociedade melhor, para fazer a diferença e não apenas aumentar um número no IBGE, faça valer a pena, viva com mais qualidade!