Resenha: A Culpa é das Estrelas – John Green

Nome original: The fault is our Stars
Ano: 2012
Escritora: John Green
Editora: Intríseca
Páginas: 288
Saga a que pertence: Volume único

Postagem atualizada: Hazel Grace, de 16 anos, é uma garota como outra qualquer, exceto pelo seu câncer terminal. Graças a um milagre da medicina, ela está vivendo mais três anos além do esperado. Quando sua mãe insiste para que frequente um grupo de apoio à pessoas com câncer, Hazel conhece Augustus Waters, um garoto charmoso que há um ano não tem reincidência de seu câncer nos ossos. Gus e Hazel vivem uma história de amor, sonhos e pequenos infinitos. Motivada por um desejo enorme de conhecer o autor de Uma Aflição Imperial, o livro preferido de Hazel, os dois viajam para Amsterdã e lá tem várias supresas e descobertas… não totalmente boas.

DSCN2230

 

Comprei o livro pensando “Tanta gente amando, que tal se eu der uma olhada?”. Eu li o livro. E me decepcionei.

Quando eu fiz a primeira resenha de ACEDE, eu ainda não tinha lido “Como eu era antes de você”. Os meus argumentos para não ter gostado do livro eram a realidade excessiva da situação, o drama, e todo o resto. Eu até mesmo dizia que considerava esperar alguns anos e reler “A Culpa é das Estrelas” para formar uma opinião melhor. Nem foi necessária a segunda leitura, já que “Como eu era antes de você” mudou completamente a minha forma de ver o drama e a realidade.

Com um pouco de reflexão (veja bem, eu li “Como eu era antes de você” em janeiro) notei a grande diferença entre cada desenrolar da história. Foi com certeza, uma evolução. Continuo não recomendando “ACEDE” para pessoas que tem o gosto parecido com o que eu vou descrever a seguir.

DSCN2227

Tem dois tipos de narrativas que me conquistam. A primeira é a do livro de ACEDE em histórias fantasiosas, fora da realidade. Se o autor já está pirando um pouco na trama, por que não colocar uma base de filosofia aqui, umas gírias ali, acontecimentos dramáticos acolá? Fica perfeito, e ninguém estranha esse tipo de escrita.

A segunda narrativa é exclusivamente para livros que não tem seres diversificados. É para livros dramáticos, reais, que tem alguma coisa a nos ensinar de fato. É o tipo de narrativa de “Como eu era antes de você”. Tudo parece espontâneo, como os atos deveriam parecer em histórias assim. Os personagens parecem ter vida própria, possuírem seu raciocínio rápido.

Mas, esta resenha não é uma comparação de ACEDE com “Como eu era antes de você”. Apesar de serem do mesmo gênero literário, não abordam o mesmo tema. Vamos ver os motivos da história em si para eu não ter gostado do livro:

DSCN2232

Me senti em um torpor constante lendo “A culpa é das Estrelas”. Como se meus sentimentos tivessem sido desligados. Outra coisa que eu notei enquanto lia foi a sensação de que cada fala do livro era ensaiada. Tudo. Lembra do que eu falei ali em cima sobre raciocínio rápido? Então. Gus e Hazel não pareciam ser assim. John Green criou uma versão romantizada, filosófica e nem um pouco real do drama que realmente é o câncer. Ele foi extremamente bem-sucedido com a maioria da população, e creio que se eu fosse um pouco diferente, também teria entrado para a massa, mas não foi o caso.

John Green é um ótimo escritor. Percebi isso logo nos primeiros capítulos. Ele criou algumas frases que vou levar para a vida toda. Apesar de não ter gostado desta história em si, estou um pouco curiosa acerca de seus outros livros.

”O mundo não é uma fábrica de realização de desejos”

”Alguns infinitos são maiores que outros”

DSCN2228

 

Espero que tenham entendido, se identificado e gostado.
Beijos, e até a próxima resenha! o/

Atualizado dia 21/07/2014

Resenha: Cidade das Sombras – Jeanne DuPrau

Oi pessoal, como vocês estão?

Hoje a resenha vai ser de um livro um pouco antigo. O livro se chama A Cidade das Sombras, e além de livro, ele tem um filme. O livro foi escrito pela Jeanne DuPrau, e publicado pela Editora Nova Fronteira em 2005.

Tudo começa quando a vida se torna insustentável na superfície da Terra. Como forma de salvar a raça humana, os cientistas e engenheiros constroem uma cidade subterrânea, que durará cerca de 200 anos. Para que a informação de como o povo poderá sair de lá a salvo e viver novamente na superfície, eles criam uma caixa com uma contagem regressiva embutida na tranca, e que só abrirá quando o contador chegar à 0. A caixa deveria ser passada de prefeito para prefeito, embora eles não devessem saber realmente o que existia dentro desta caixa. Então, as famílias começaram a habitar Ember, as despensas foram abastecidas, e a cidade começou a ser iluminada por milhares de lâmpadas. Os prefeitos começaram a passar a caixa para seus sucessores ao longo dos anos, mas no 7º mandato, o prefeito sofria de uma doença comum na cidade. Com a esperança de que a caixa obtivesse uma cura para esta doença, ele tira-a de seu aposento e começa a bater nela com marretadas, embora não tivesse conseguido abri-la. Neste esforço, suas últimas forças se esvaem antes que ele conseguisse colocar a caixa no lugar, e quando ele morre, ela fica em um armário com trapos, entre outras coisas. 241 anos depois da criação da cidade, Lina e Doon chegam aos 12 anos de idade e ao último dia do último ano deles no colégio. Esse dia é chamado de Dia da Designação, onde serão sorteados os empregos que eles deverão praticar pelos próximos 3 anos. Se eles obtivessem sucesso, continuavam, se não obtivessem, seriam redesignados. Lina gostaria de ser mensageira da cidade, e Doon, eletricista, pois recentemente o gerador de energia da cidade anda entrado em pane e tem ocorrido apagões na cidade, e o medo de que uma hora a luz não volte assombra o pesadelo de toda a população. Doon tem teorias que podem ajudar o gerador a voltar a funcionar, e este é o motivo de querer o emprego. Quando eles sorteiam seus empregos, Lina fica como assistente de Encanação, e Doon como mensageiro. Os dois odiando os novos empregos, decidem trocar. Então começam a trabalhar. O tempo passa normalmente, até o dia em que a avó de Lina começa a procurar algo em um armário, e uma caixa aberta com um amassado é encontrada. Porém, antes que Lina pudesse pegar a caixa, sua irmã caçula come algumas partes do papel que estava dentro dele, tirando a tinta do conteúdo escrito. Como um desafio, Lina começa a desvendar o que estava escrito neste papel, e percebe que há uma forma de sair de Ember antes que os geradores realmente estraguem e a cidade toda morra. Como uma última esperança, ela e Doon procuram essa saída seguindo as instruções, enfrentando perigos e se aventurando no desconhecido, com apenas a fé de que conseguiriam encontrar uma saída.

Eu achei esse livro MUITO bom! Ele é uma ficção científica muito interessante, cheio de detalhes e poréns aqui e ali. Lina e Doon são realmente muito espertos e muito perspicazes, então o livro não fica pacato e nós descobrimos as coisas ao mesmo tempo em que eles descobrem, sem termos vontade de xingar a burrice deles e nem de dizer: ”Espera aí, não entendi isso”. A narração é em terceira pessoa, e a cada capítulo as entrelinhas são devidamente explicadas, como a morte do pai de Lina, a forma como eles precisaram fugir para não serem perseguidos, os perigos que enfrentaram, entre muitas outras coisas. A leitura é leve e simples, e não é comprida. Em um ou dois dias você é capaz de ler sem se preocupar muito, não existem muitas restrições de idade, qualquer pessoa pode ler e vai gostar. Foi um dos livros em que eu não senti falta do romance, pois não era esse o foco principal, e até achei que isso adquiriu um instinto de sobrevivência maior aos protagonistas. Não teria sentido se, no meio de uma busca para salvar os moradores de Ember, eles começassem a se beijar, além do mais, não passavam de crianças.

Eu achei que foi bastante interessante o uso de mapas neste livro. Não foi difícil entendê-los, e se tem uma ideia muito mais ampla da cidade e dos passos que eles precisam seguir para chegar à superfície novamente.

Como eu disse no início da postagem, o livro virou filme, e vale a pena assistir. O filme tem o mesmo nome do livro, e se quiser assistir o trailer, aperte play abaixo:

Dons, Confiança e Responsabilidade

Ao longo da nossa vida, nós nos responsabilizamos pelas nossas escolhas, ações, e é isso que nos torna como somos. Pessoas que se submetem a fazer algo mas não cumprem o que prometeram, normalmente são excluídas de grupos e esquecidas facilmente, por não serem consideradas ‘de confiança’.

Graças ao nosso livre arbítrio, temos o direito de decidir o que queremos, decidir o que aceitamos ou não, ou seja, nós escolhemos nosso futuro e a maneira como viveremos o presente. Mas é claro que nossa qualidade financeira às vezes pode ajudar e muito. Como concorrer com pessoas que tem mais oportunidades de resolver as coisas que você no mesmo ramo, se você não as possui? A resposta está em 3 palavras: Dedicação, responsabilidade e Talento. Para conseguir competir com pessoas financeiramente melhores que você, e mesmo que não sejam, você PRECISA de dedicação, não esperar que algo caia do céu na sua mão e você tenha as oportunidades. As chances de ganhar na loteria são quase nulas, só um milagre. As oportunidades não vem, você as cria. Você precisa de responsabilidade para lidar com os problemas que virão, e responsabilidade para comprometer-se a agarrar as oportunidades e não deixá-las sair, sem decepcionar ninguém. E, por último, talento: você precisa de talento e precisa gostar do que faz para ter êxito, pois o ser humano tem mais facilidade de fazer aquilo que gosta. Tendo o livre arbítrio, temos uma infinidade de opções para aprendermos e descobrirmos nossos talentos. Códigos HTML, desenho, instrumentos musicais, software, arquitetura, matemática, português; Todas essas coisas são dons, que pessoas herdam, às vezes mais de um. Uma pessoa sempre será boa em alguma coisa, o que quer que seja, e assim que ela descobrir isso, várias portas vão ir se abrindo para ela. Porém, talento não pode vir sozinho sem as outras palavras. Não adianta ter o dom e simplesmente achar que pode deixá-lo de lado. ”Outra hora eu pratico”. Não, se temos um dom, temos que ter a responsabilidade de arcar com os trejeitos e poréns com que ele se aplica. Tá aí uma coisa em que o dinheiro não se aplica: a vontade de aprender e a gana de viver mais feliz.

Conforme você for aprimorando-se e se dedicando, você precisará de atenção dobrada com a sua responsabilidade. Não é porque várias oportunidades aparecem que você deve aceitar a todas sem pestanejar, é necessário estudá-las. Se você for uma modelo, e for convidada por duas agências para uma sessão de fotos, e assinar as duas sem perceber que elas eram no mesmo horário, o que você fará? Provavelmente precisará desmarcar uma, e é nesse momento que as pessoas enxergam que você não possui a responsabilidade necessária. Essa agência vai comentar com outras agências, e no fim, mesmo que por um engano, você acabará mal, pois as pessoas não terão a confiança necessária para garantir que você vai comparecer ao próximo ensaio.

Sempre tenha em mente essas frases que eu aprendi desde pequena e agora passo para vocês: ”Confiança não se compra, se conquista”; ”Sem dedicação de nada adianta o talento”;

Teclado? Violino?

Oi pessoal, tudo bom?
Hoje eu vou falar um pouco mais sobre mim. Há um tempo atrás, cerca de 4 anos, houve um sorteio no meu colégio. Eu tinha cerca de 10 anos, e estava na 5ª série. O sorteio dava à 2 meninas e 2 meninos do colégio uma ‘bolsa de estudos’ em uma academia de religião, onde esses alunos aprenderiam Taekwondo, Flauta e Teatro. Por milagre, eu fui escolhida, junto com a minha melhor amiga. Então, uma vez por semana eu ia para a sede e treinava a minha leitura de partitura, minhas primeiras músicas na flauta, encenação, e artes marciais. Um ou dois meses depois, eles pararam de me buscar, mas eu levo até hoje a minha faixa laranja de Taekwondo – Apesar de não saber os passos mais, a minha flauta (que eu ainda tiro som), e alguns métodos básicos do teatro. Posso dizer que, foi nessa época que meu amor por instrumentos musicais começou.
Sempre fui muito ligada à música, e foi assistindo muitos vídeos e me apaixonando por alguns pianistas e violinistas que eu decidi que era hora de aprender eu mesma alguma coisa mais a fundo.
Há três anos atrás, eu entrei para meu curso de teclado. Ganhei um teclado dos meus pais, e estou no curso até hoje, e posso dizer que fui bastante eficaz e aprendi rápido, graças às regras básicas que aprendi no curso de flauta. Naquele ano, já fiz três apresentações. Passou-se um tempo e eu comecei a me aperfeiçoar, comecei a levar minhas próprias partituras de músicas que eu gostava para aprender e hoje eu estou no nível 5, aprendendo músicas como Pirates of Caribbean, I Knew you were Trouble, Live While we’re Young, Rolling in the Deep, dentre tantas outras que não são tão famosas.
No final do ano passado, conheci uma violinista, através do Youtube. Ela se chama Lindsey Stirling, e foi amor à primeira vista entre o Violino e eu. Eu queria um instrumento em que eu pudesse transferir minha força, em que eu pudesse dançar enquanto o tocava, sentir mais a música, ao invés de ficar sentada em uma cadeira e tocar teclas, não que isso não seja tão prazeroso quanto. Porém, eu tenho um problema no meu joelho esquerdo, do qual eu não posso me garantir de fazer danças como Jazz, nem esportes, por perigo de quebrar a perna no menor movimento, e isso combate com a minha imensa vontade de sair dançando pela casa. Portanto, tendo meus sonhos um pouco destruídos por causa disso, decidi que era hora de me exercitar de forma um pouco mais moderada, mas sentindo que eu era quem controlava a música, aprendendo, acima de tudo, um instrumento novo.
Meus pais, vendo que eu tinha uma vontade enorme de aprender meu segundo instrumento, me deram de aniversário o Violino, e me matricularam no curso. Em fevereiro, as aulas começaram, e ainda estou aprendendo as primeiras músicas. Tudo está correndo bem, tenho tido grandes avanços, já fiz a minha primeira apresentação, e estou muito realizada, embora eu, particularmente, ache que deveria dedicar um pouco mais de tempo aos instrumentos.
Querem me ver tocando um pouquinho? Então, aí vai:
Ignorem a queda no início kkk