Bondade é sinônimo de Fraqueza? Não!

Normalmente quando pensamos em bondade, imaginamos o tipo de pessoas que são, de certa forma, santas. Que vão à missa regularmente, que fazem caridade, que procuram redimir seus pecados, enfim, que procuram viver em harmonia de Deus, porém sempre se submetendo ao mal que rodeia sua vida. Porém, quem disse que os Ateístas não podem mudar alguma coisa, ajudar o nosso país a melhorar? Ora essa, estamos em um país laico, todos podem fazer a diferença, se assim quiserem.
Assaltos, sequestros, corrupção na política, tudo isso pode ser considerado como mal. Mas e o bem? Fica parado, olhando as desgraças acontecerem sem fazer nada? As pessoas precisam parar de achar que pessoas de bem não tem força, que uma pessoa é do bem apenas se for à missa regularmente, mas quando sair porta a fora e for assaltada não pode fazer absolutamente nada para mudar. Não, bondade não é sinônimo de fraqueza. O bem precisa ter força, muito mais do que já tem, para não sucumbir. No Brasil, vivemos em uma democracia, mas tudo o que é considerado como direito dos cidadãos não passa da teoria. Cadê a saúde de qualidade? E a educação? Cadê o transporte público melhor e com a tarifa mais baixa? E o que as pessoas que querem mudar isso podem fazer? Simples, elas podem falar, elas podem agir. Somos a voz do Brasil, o que nós falarmos vira lei se quisermos realmente. Se um grito não for o suficiente, junte outras pessoas e gritem mais alto, até que a mídia orquestre uma forma de enviar isso para Brasília, para o Mundo, a fim de fazer as autoridades que lá vivem verem o que queremos e que mudem. O nosso grito precisa ser alto, para que chegue aos ouvidos de quem está sentado em uma cadeira de couro em um prédio público esperando reclamações e pedidos. Se o mal pode usar artimanhas para beneficiarem a si mesmos, nós podemos agir para que o bem beneficie todas as pessoas, não apenas um grupo. Acabar com a corrupção, criar um sistema de leis carcerárias mais rígida para os presos, valorizar os adultos que se formam a fim de que eles não saiam do país procurando oportunidades melhores, pois eles provavelmente acharão, e não voltarão mais. Parar de tapar o sol com a peneira, ou melhor dizer, tapar a verdade com cestas, com estádios, com shows, pois uma hora o Brasil vai despertar do seu sono e enfim, e somente assim, conseguiremos ver a real podridão em que o país se tornou enquanto todos achavam que a vida estava boa desse jeito.

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Resenha: A Sociedade Secreta da Bola de Cristal Cor-de-Rosa

Nome original: The Secret Society of the Pink Crystal Ball
Ano: 2011
Escritora: Risa Green
Editora: Jangada
Páginas: 263
Saga a que pertence: Volume único

Esse livro foi muito interessante, talvez porque eu não esperasse uma trama tão bem enrolada de um livro com um título tão grande e diferente, além da capa cor de rosa,  mas foi uma surpresa realmente boa. A história é narrada em primeira pessoa, por Erin Channing, uma garota completamente lógica e que acha que tem uma vida ”maçante”. Ela precisa escrever uma dissertação dizendo os motivos para querer ir à uma viagem para a Itália, onde apenas 5 alunos do curso de História da Arte serão escolhidos. O problema é que Erin não possui nada para justificar o motivo para querer ir, pois nada de mais acontece na sua vida. Então, as coisas começam a fugir do controle da normalidade quando um telefonema diz que sua tia Eskikisita morreu, e deixou de herança para ela uma bola de glitter rosa. Com suas duas melhores amigas, Lindsey e Samantha, Erin vai descobrir como é viver a vida cheia de problemas, fora da caixa, e terá que se virar para arrumar tudo.

O livro tem uma longa história comigo. No verão retrasado, meus pais e eu fomos para a praia, e encontramos conhecidos. Tinha uma garota, que me emprestou o livro durante o dia para eu ler, e quando eu cheguei na página 20, meus pais disseram que iríamos embora. Então, ficou aquele gostinho de quero mais, pois estava no auge dos problemas da Erin. Procurei eBooks desse livro por toda parte, e não achei. Quando ia para uma livraria comprar alguma coisa, sempre deixava-o em segundo plano. Foi aí que, no natal do ano passado minha irmã comprou o livro pra mim. E eu, o que fiz? Devorei o livro em menos de um dia. Depois, o tempo foi passando, e até agora li ele três vezes. Então, vou contar minha opinião direitinho para vocês.

 De cinco estrelas, minha nota é 4. O livro foi ótimo, uma leitura leve e que me deixou com um sorriso no rosto do início ao fim. Os personagens foram muito bem moldados, permitindo uma visualização fácil deles, embora eu não consiga imaginar Samantha com cabelos loiros, e sim com cabelos escuros. Achei que tudo foi muito bem estetizado, desde os problemas, até o primeiro pedido, que foi quase a validação de que magia existe. Porém, eu achei que ficou seriamente confuso no final. A autora deixou no ar que acreditássemos se quiséssemos, e eu posso dizer que isso me deixou bastante atônita. Não haviam provas o suficiente para eu saber que magia existia, e não haviam, da mesma forma, provas existentes para afirmar que a magia não existia. O romance foi a parte que eu sinceramente mais gostei, pois tudo foi tão natural que eu me apaixonei pelo garoto de cara. Fora que, este livro aborda muitas inseguranças femininas da adolescência, como gostar de um cara que não gosta de você, problemas com a aparência, trabalhos escolares, sonhos altos, enfim, este livro foi ótimo e eu o devorarei pela quarta vez em breve.


Posso dizer o meu amor platônico por Risa Green, que conseguiu me fazer suspirar de diversas formas, rir de outras e terminar o livro rapidamente. Aposto que muitas pessoas tiveram muita relutância pela capa e título, mas aí vai uma dica antiga, mas que ainda vale: “Não julgue um livro pela capa, nem pelo seu título”.